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Outras perguntas


Porque os livros de Ramatis não são estudados com aprofundamento nos centros espíritas?

Os livros de Ramatis sofreram influência do esoterismo, pois o médium Hercílio Maes, que os psicografou nunca foi espírita. Não vemos motivo para que sejam estudados nas casas espíritas, uma vez que conceitos exarados dessas obras, muitas vezes são contraditórios com os ensinos da Doutrina Espírita.

Porque vocês evocam Espíritos se os livros psicografados instruem para não fazê-lo?

O conselho para evitar as evocações dos Espíritos foi dado pelo espírito Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier e foi assimilado pelo movimento espírita como uma verdade. Entretanto, Allan Kardec ensina exatamente o contrário. Dedicou todo o capítulo 25 de O Livro dos Médiuns para este tema, instruindo em como fazê-lo com segurança.

Qual a importância da Bíblia?

A Bíblia é o livro que mais influência exerceu e exerce em toda a história da Humanidade. Contém a Mensagem Divina, trazida por Jesus para libertar o homem da situação de ignorância espiritual em que vive, além da evolução do pensamento divino e o plano do Criador para suas criaturas. Deveria ser examinado com respeito e interesse de aprendizado, mas é visto com preconceito pela maioria dos espíritas, pela pouca compreensão dos reais objetivos da Doutrina Espírita.

Temos uma reunião de desobsessão para resolvermos problemas da casa, dos trabalhadores e dos pacientes. É prudente separar as reuniões em dias específicos só para trabalhadores?

As reuniões de desobsessão têm um objetivo só e todos que precisam dela são necessitados de ajuda, quer sejam trabalhadores ou não. O trabalhador que entra em tratamento, o faz como qualquer paciente e as reuniões são realizadas do mesmo jeito, no mesmo horário, sem que haja necessidade de se ter um dia apenas para atender trabalhadores. Convém recordar aqui que as reuniões de desobsessão são privativas e não devem ter a presença de trabalhadores ou mesmo pacientes obsediados.

Temos uma equipe médica espiritual que em uma sala específica e incorporados atendem aos pacientes com problemas físicos. Em outra sala ou na mesma do atendimento anterior, os pacientes que apresentam problemas obsessivos são orientados a freqüentarem as reuniões de desobsessão, por mais tempo até que obtenham melhora. Algum inconveniente nisso?

Em dias de reunião de desobsessão ou da lida com a mediunidade não deve haver público, nem mesmo trabalhadores perturbados. Os pacientes não devem participar das sessões, mas apenas da reunião de explanação do Evangelho, em dia específico, que não seja o dia da desobsessão.

- Não há necessidade dos médiuns atenderem os pacientes, “incorporados”. Esse é um procedimento inadequado e estimula a fantasia nas pessoas atendidas e a vaidade nos médiuns menos vigilantes. É um procedimento que tem origem na Umbanda e foi trazido para as práticas espíritas por quem não tinha conhecimento das orientações de Allan Kardec sobre a mediunidade. Deve ser abolido nas casas espíritas sérias e assistidas por Espíritos superiores. Os passes (comum, desobsessão e cura) devem ser dados de forma simples, por passistas, e mesmo que sejam médiuns ostensivos, não precisam “incorporar”.

Temos uma sala, onde ficam os médiuns de passividade, médiuns de sustentação e doutrinadores para atendimento às pessoas com seus problemas obsessivos. Algum inconveniente?

A reunião de desobsessão deve ser feita em dia específico só para esse fim, sem que os pacientes assistam. É uma reunião reservada, e só as pessoas idôneas e que tenham conhecimento da mediunidade, segundo as instruções de O Livros dos Médiuns, podem participar. “Médiuns de sustentação” é um termo impróprio que Allan Kardec não considera. Os médiuns devem trabalhar no intercâmbio ou nos passes. O que sustenta o trabalho não são os fluidos deste ou daquele médium, mas a força fluídica que decorre do equilíbrio, harmonia e seriedade que existe entre os membros da equipe. Tal conceito é retirado da literatura acessória, não é orientação kardequiana.

No salão público ficam os pacientes, ouvindo um dos palestrantes onde se orienta a todos sobre os trabalhos, e estuda-se vários temas à luz da Doutrina Espírita, com obras subsidiárias de Emmanuel e André Luiz, além de algumas outras que venham a ser necessárias.

Nos estudos públicos deveriam ser feitas palestras sobre o Evangelho Segundo o Espiritismo, complementadas com orientações de O Livro dos Espíritos. As obras de Allan Kardec devem ser estudadas em dias apropriados para esse fim, com grupos de pessoas que queiram se aprofundar no estudo da Doutrina. A prioridade é a evangelização ou moralização do Espírito. O povo sofredor, aquele que procura o centro por problemas de toda ordem, precisa das lições moralizadoras do Evangelho de Jesus. Os livros da literatura acessória deveriam ser lidos em outras oportunidades.

Em nosso trabalho, os médicos espirituais fornecem remédios aos pacientes com problemas físicos e/ou àqueles que eles vejam a necessidade de algum medicamento. Sendo esses em garrafas de 500ml com água fluidificada. Orientados a tomarem este medicamento em jejum pela manhã e a noite ao deitar-se.

Não se deve prescrever remédios em centros espíritas, mesmo que sejam por orientação de Espíritos. A medicação utilizada deve ser apenas através da fluidoterapia. Necessário fazer uma distinção entre a terapêutica espiritual e a terrena. A água fluidificada que deve ser consumida do jeito que a pessoa quiser, na hora que achar conveniente. Importante evitar fantasias em torno desse simples procedimento. Não é aconselhável a prescrição de medicamentos alopáticos, fitoterápicos ou homeopáticos nas atividades espíritas.

Como proceder no passe em crianças? É bom ter um horário só para atendê-las?

O passe em crianças em nada difere do passe ministrado aos adultos. O procedimento é simples e deve ser feito após as reuniões públicas, juntamente com todos.

Temos conhecimento do apoio da FEB ao Esperanto e, ultimamente, do Conselho Espírita Internacional. Há instrução expressa desse Conselho para divulgação e estudo do Esperanto entre os espíritas. No próximo Congresso Internacional de Espiritismo o Esperanto (por determinação desse Conselho) será a língua oficial. Há mensagem de Emmanuel, através de Chico Xavier e de outros Espíritos, através de Divaldo Franco, recomendando o Esperanto aos espíritas. Pelo exposto, gostaria de saber a razão pela qual este site não dá nenhuma atenção ao Esperanto?

O Esperanto e sua finalidade no mundo é mais uma das fantasias que faz do movimento espírita uma grande babel doutrinária. Não concordamos com essa idéia, portanto não vemos razão em divulgá-la. Que queiram estudar o Esperanto com uma língua a mais a ser incorporada ao patrimônio intelectual do Espírito é um direito que assiste a todos, mas daí a dizer que será a língua do futuro ou que é a linguagem dos Espíritos em torno do orbe, vai uma distância muito grande. Esta é mais uma das opiniões perdidas entre os espíritas que não encontram sustentação na racionalidade. Pretender que o Esperanto seja a língua oficial de um congresso é o mesmo que voltar às fábulas do catoliscismo da Idade Média, com o seu indispensável “latim”. Não é de supreender-se que tal procedimento esteja em pauta, afinal, o movimento espírita é produto do pensamento de Jean Baptiste Roustaing, com seu catolicismo disfarçado de Espiritismo. A FEB divulga seus livros e espalha o espírito dessa perniciosa doutrina entre os mais simples, que sequer sabem de sua existência.

No estado de loucura quem está doente? O Espírito, o corpo físico ou ambos?

Na loucura verdadeira, ambos estão enfermos, pois trata-se de uma expiação para o Espírito em débito com a Lei de Deus. Importante ressaltar que a loucura pode, em alguns casos, aparecer sem que o cérebro físico esteja comprometido. É a loucura observada por Esquirol, onde o organismo físico não apresentava avarias e que o Espiritismo veio explicar mais tarde como loucura obsessiva, provocada por um Espírito desencarnado.

Porque o suicídio é um erro tão grave e sem perdão se a pessoa só fere a si mesmo?

Não existe erro sem perdão. Todos estão sujeitos à Lei de Causa e Efeito, pois Deus é justo e misericordioso. Quanto ao fato de que o suicida só fere a si mesmo, diremos que em todos os danos que se causa aos outros, o primeiro ferido é a própria pessoa. No suicídio, o ato pode se tornar bem mais grave, porque a vida é uma oportunidade que se têm de crescimento e apenas a Deus cabe decidir até quando se há de permanecer nela. Os suicidas sofrem muito quando descobrem essa realidade, como sofrem todos os que praticam qualquer ato contrário às leis de Deus. Sua gravidade depende unicamente da intenção que ocasionou a falta.

Em minha cidade tem uma jovem que recebe um Espírito de uma mulher que pede para ela desenhar, escrever música, poesia e tudo mais, na casa dela, fora da casa espírita. Muitas pessoas estão estimulando e achando bonito o procedimento, inclusive dirigentes de casas espíritas. Isso é correto?

A mediunidade praticada sem a segurança de uma casa espírita idônea e sem a orientação devida é muito perigosa. Os Espíritos que se envolvem com esse tipo de prática são brincalhões, enganadores e muitas vezes fascinadores. Situações como essas são características de processos obsessivos e só estimula quem desconhece completamente as orientações de Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, sobre a prática da mediunidade.

Tenho mediunidade e sinto necessidade de trabalhar, portanto trabalho sozinho em casa. Há algum inconveniente nisso?

Os médiuns que trabalham sozinhos são muito mais sujeitos à ação nefasta dos Espíritos enganadores. Não aconselhamos tal procedimento. Ninguém pode trabalhar na mediunidade porque tem necessidade ou porque quer praticar a caridade. Isso é um equívoco. A mediunidade é um dom que Deus dá ao homem para servir à causa do Bem e, dessa forma, crescer em moralidade. A prática da mediunidade sem orientação causa muitos prejuízos a que dela se serve.

Qual a missão do Espírito na Terra?

A missão maior de todo Espírito encarnado na Terra é a de trabalhar para sua evolução espiritual através da busca do conhecimento. Todas as oportunidades que o homem tem na vida, trabalho, profissão, religião etc, são ferramentas que deverão ser utilizadas para esse fim.

Qual a visão do Espiritismo sobre a epilepsia?

A epilepsia é uma doença neurológica, como qualquer outra doença que pode afetar o organismo humano. Deve ser tratada com os especialistas da medicina terrena. A terapêutica espírita poderá ajudar na recuperação do equilíbrio físico do enfermo, se for ministrada adequadamente, sem nunca dispensar a assistência médica. Muitas pessoas confundem as crises epilépticas com sintomas obsessivos ou mediunidade a ser desenvolvida, o que é um grave erro.

A epilepsia é obsessão?

Não. Epilepsia é uma coisa e obsessão é outra. A obsessão pode, às vezes, se apresentar com os sintomas da epilepsia, e o epiléptico pode ser portador de um processo obsessivo. Daí a confusão que muitas vezes é feita entre uma coisa e outra. O conceito que existe no meio espírita de que os epilépticos são médiuns que deveriam desenvolver suas mediunidades é completamente errônea.

Sobre a polêmica dos livros de Roustaing, penso que as Obras da Codificação são a pedra basilar da Doutrina Espírita, portanto imprescindíveis. Mas acho também que a Federação Espírita Brasileira é uma instituição séria e não merece as críticas feitas a ela. Porque não tentar o entendimento?

O fato da Federação Espírita Brasileira ser uma instituição séria não a isenta de ser criticada quando suas ações são contraditórias em relação ao ideal kardequiano. Reconhece-se o valor do trabalho empreendido por ela, mas também sua responsabilidade maior na grande confusão em que se tornou o movimento espírita. Se tivesse seguido as instruções de Allan Kardec desde sua formação, teria desenhado um outro desfecho para o pensamento espírita em nosso país e não esse que se vê por aí, cheio de idolatria, fantasias e vaidades.

A obra de Roustaing é falsa?

Não se trata de dizer se a obra de Roustaing é verdadeira ou falsa. Ela é simplesmente contrária aos princípios espíritas, portando não deve ser estudada e nem divulgada como uma obra espírita. O pensamento extraído desses livros contaminou o movimento espírita, sob o aval da Casa Máter do Espiritismo no Brasil. O resultado é a prática de um “Espiritismo católico” feito à moda do Brasil, bem distante do que prescreveu Allan Kardec em sua Constituição do Espiritismo.

Gostaria de obter informações sobre princípio vital?

O fluido universal é a matéria básica fundamental de todo o Universo material, a matéria elementar primitiva que serve de ponto de partida para a origem dos elementos físicos conhecidos. Este fluido universal preenche todo o espaço existente entre os mundos. Tudo está envolvido por este fluido, podendo-se dizer que o Universo vive imerso nele como peixes num aquário. A matéria é uma das variações do fluido universal e existe em diversos estados na natureza, variando infinitamente da ponderabilidade (solidez) à imponderabilidade (eterização).O fluido vital é a modificação mais importante do fluido universal. Ele é o responsável pela força motriz que movimenta os seres vivos. No capitulo IV de O Livro dos Espíritos, os instrutores explicam que a mesma força (lei de atração) une os elementos orgânicos e os inorgânicos, porém nos orgânicos é animalizada, ou seja, está unida ao fluido vital que lhe dá a vida. Os seres inorgânicos não possuem vitalidade e são formados apenas pela agregação da matéria.

Se o sonho é a libertação do Espírito em momento de descanso do corpo físico, como se explica o fato de se sonhar com pessoas que não estão dormindo naquele momento?

Durante o sono, que é o momento de descanso para o corpo físico, o Espírito desliga-se parcialmente e normalmente é atraído para os locais de sua afinidade. Alguns, porém, não conseguem sair das proximidades de seu corpo em função de sua extrema ligação com a matéria. Com relação aos sonhos, nem sempre são recordações das experiências do Espírito durante o sono. A maioria deles são imagens gravadas no subconsciente relacionadas às atividades do dia-a-dia que afloram durante o sono. São muitas vezes imagens misturadas e sem conexão entre si, razão pela qual alguns sonhos são incompreensíveis. Quando o indivíduo sonha com uma determinada pessoa, nem sempre significa que a encontrou durante o repouso do corpo físico. Uma pequena porcentagem apenas se refere a experiências reais do Espírito durante o sono. Quando ocorre estas experiências, embora não haja a lembrança, as lições que por ventura foram dadas ao Espírito neste momento, ficarão gravadas no seu subconsciente e aflorarão no momento oportuno, quando puder trazer ao Espírito os benefícios necessários.

Se quando estamos na vida terrena não mais lembramos dos erros que cometemos em vidas anteriores, como podemos corrigi-los? Como se explica os conflitos entre seres de uma mesma família que deveriam viver em harmonia?

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo V, que trata das aflições, Allan Kardec explica a razão e a necessidade que se tem de esquecer o passado. No entanto, este passado não fica totalmente esquecido, pois basta verificar as tendências do Espírito para se ter uma idéia do que ele foi. Os erros voltarão a incomodar o Espírito devedor e, diante do livre-arbítrio e poderá corrigir-se definitivamente. A correção das deficiências passa pelo conhecimento da Lei, no esforço pessoal de cada um para melhorar-se. No capítulo IV, o Codificador trata das questões familiares. As encarnações nos núcleos familiares podem se dar por afinidade ou compromissos de ajustes. Assim pode-se compreender que entre os membros de uma família há os que são mais afinizados e outros que têm dificuldades de relacionamento. Podem também encarnar em um núcleo familiar Espíritos que não tenham afinidade ou débitos. Neste caso eles podem estar ali com o objetivo de ajudar aquele núcleo ou então de serem ajudados pelos que compõem aquele grupo familiar.

Quais as provas da existência de Deus?

Em “O Livro dos Espíritos” na questão 4, Allan Kardec faz esta pergunta aos Espíritos Superiores que assim respondem: “Num axioma que aplicais às vossas ciências: Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá”. O Codificador acrescenta: “Para crer em Deus é suficiente lançar olhos às obras da Criação. O Universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pode fazer alguma coisa”.

A reencarnação em nosso atual estágio evolutivo pode ser obrigatória, mesmo quando o Espírito ainda não se sinta pronto para reencarnar? Em caso positivo, como fica o livre-arbítrio?

O livre-arbítrio aumenta na medida em que o Espírito evolui. Assim, um Espírito ainda primitivo tem o livre-arbítrio limitado e sofre reencarnações compulsórias, ou seja, obrigatórias para seu crescimento. O Espírito de evolução mediana tem o livre-arbítrio relativo à sua evolução, porém não poderá ficar indefinidamente no plano espiritual a pretexto de não ter condições de reencarnar. Neste caso, poderá ser obrigado a isto para seu próprio bem.

O que se pode fazer para ajudar uma pessoa que desencarna sem saber da realidade da vida depois da morte? O que se deve fazer para que ele fique bem?

Todos os Espíritos ao desencarnar passam por momentos de perturbação de duração variável, dependendo de seu nível evolutivo. Após este período, são ajudados pela equipe espiritual a se adaptarem no mundo do além-túmulo, mesmo os que não têm maiores conhecimentos sobre este mundo, pois o que importa são os bens morais que levam consigo. Pode-se ajudá-lo através de preces sinceras, pedindo aos amigos espirituais que os amparem.

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre a Transcomunicação Instrumental (TCI). Sobre a seriedade das pesquisas, sobre as “revelações” da espiritualidade neste campo. Se tais mecanismos de intercâmbio seriam um desenvolvimento natural da comunicação entre os dois planos?

Segundo o que ensina Allan Kardec, tratam-se de simples fenômenos de efeitos físicos e os Espíritos que se utilizam deste meio de comunicação são pouco adiantados, não tendo condições assim, de fazerem grandes revelações. Estes mecanismos não podem ser um desenvolvimento natural da comunicação entre os dois mundos pois, como sabemos, quanto mais evoluído é o Espírito, mais sintonizado está com o mundo espiritual. Assim, nos mundos mais evoluídos os Espíritos encarnados estão em sintonia direta com os desencarnados dispensando, portando, qualquer parafernália material. Achar que este é o meio de comunicação do futuro entre os dois mundos é admitir que Deus substitui o homem pela máquina, o que é contrário aos ideais de purificação do Espírito. A tese da Transcomunicação não se sustenta e não encara a razão face a face. Ruirá como ruiu todas as doutrinas de homens pelos séculos afora.

Deve-se forçar as crianças a participar do estudo do Evangelho no Lar?

Forçar não, mas deve-se ter argumentos convincentes para fazê-los ouvir as instruções, afinal é a base moral que está sendo alicerçada na vida deles. Se não se convencerem da necessidade, os pais devem utilizar de sua autoridade como o fazem para que eles se instruam nas escolas de formação intelectual. Deixar que as crianças escolham o que fazer é atitude insensata de que os pais poderão se arrepender amargamente mais tarde.

Gostaria de maiores esclarecimentos sobre o batismo. Por que os espíritas não batizam, uma vez que Jesus foi batizado?

O batismo é um dogma católico, proveniente do judaísmo. É um ritual, apenas. Jesus foi batizado porque João, O Batista, batizava as pessoas no rio Jordão para assinalar uma nova ordem que estava por vir, e que ele anunciava. Jesus foi até ele e se submeteu ao batismo para que se cumprisse o que estava escrito sobre o reconhecimento de Jesus por João, como de fato se deu. A partir dali, João se recolheu e Jesus iniciou sua tarefa. Mas Jesus não batizou ninguém, a não ser com o batismo do Espírito Santo que era o de colocar o homem em condições de divulgar a Boa Nova. O Espiritismo é o Cristianismo redivivo e, como tal, não tem dogmas, nem rituais nem atos exteriores.


(Produzido pelo Grupo Espírita Bezerra de Menezes)